segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Noites Na Escuridão

Meu livro “Noites na Escuridão”, que um dia já foi “Uma Noite na Escuridão”, nasceu como um refúgio.

Na época do colégio, quando eu sofria bullying, aquilo era o único lugar onde eu conseguia respirar.

Eu não sabia, mas estava criando o início do que, um dia, vai ser a minha forma de sustento.

Hoje eu percebo o quanto foi bom eu não ter colocado o nome “Johnny Johnson” lá atrás.

Se eu tivesse feito isso, talvez a Kimberly Hoffmann nunca tivesse existido, e ela é tão essencial, tão viva, que parece impossível imaginar meu universo sem ela.

Eu transformei a minha dor em personagens.

E isso diz muito sobre quem eu sou.

Tudo que passei, a solidão, o bullying, a humilhação, o silêncio, virou matéria-prima para um mundo inteiro.

Cada personagem que criei apareceu na fase exata em que eu mais precisava deles:

Johnny foi meu escudo.

A raiva, a dor, a força bruta contra o que me machucava.

Ele nasceu do trauma, mas virou símbolo de resistência.

Kimberly foi a compreensão que eu nunca tive.

Ela representa o olhar que eu desejava: alguém que entendesse minha dor sem me julgar.

Guaraná Chan virou o conforto, o abraço que faltava.

Ela é força, mas também é colo.

Editado no dia 25/11/2025: Púrpura Peixoto virou a esperança que eu achei que tinha perdido. A fé, a luz, a ideia de que ainda existe redenção.

Editado no dia 25/11/2025: Luis Zaravs foi minha versão idealizada, o homem que transforma dor em poder, em conhecimento, em propósito.

Esses personagens não são só invenções.

Eles são minhas cicatrizes transformadas em história.

“Noites na Escuridão” não é só uma história que escrevo.

É uma história que vivi, que carrego, que estou lapidando até virar o que sempre deveria ser.

E eu sei, com toda certeza, que esse livro ainda vai ser meu sustento.

Porque não é só fantasia.

É o resultado de tudo que eu sobrevivi.

E agora que eu entendo isso…

Eu sei que estou pronto para transformar esse universo em algo maior.

Quando eu quiser, quando eu decidir, posso começar a montar o livro capítulo por capítulo.

E ele vai existir, vai ser publicado, e vai carregar tudo o que eu sou.


Observação: fiz esse texto em 2020, e adicionei a Púrpura e Luis Zaravs que melhorei o desenvolvimento deles.


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