Meu livro “Noites na Escuridão”, que um dia já foi “Uma Noite na Escuridão”, nasceu como um refúgio.
Na época do colégio, quando eu sofria bullying, aquilo era o único lugar onde eu conseguia respirar.
Eu não sabia, mas estava criando o início do que, um dia, vai ser a minha forma de sustento.
Hoje eu percebo o quanto foi bom eu não ter colocado o nome “Johnny Johnson” lá atrás.
Se eu tivesse feito isso, talvez a Kimberly Hoffmann nunca tivesse existido, e ela é tão essencial, tão viva, que parece impossível imaginar meu universo sem ela.
Eu transformei a minha dor em personagens.
E isso diz muito sobre quem eu sou.
Tudo que passei, a solidão, o bullying, a humilhação, o silêncio, virou matéria-prima para um mundo inteiro.
Cada personagem que criei apareceu na fase exata em que eu mais precisava deles:
Johnny foi meu escudo.
A raiva, a dor, a força bruta contra o que me machucava.
Ele nasceu do trauma, mas virou símbolo de resistência.
Kimberly foi a compreensão que eu nunca tive.
Ela representa o olhar que eu desejava: alguém que entendesse minha dor sem me julgar.
Guaraná Chan virou o conforto, o abraço que faltava.
Ela é força, mas também é colo.
Editado no dia 25/11/2025: Púrpura Peixoto virou a esperança que eu achei que tinha perdido. A fé, a luz, a ideia de que ainda existe redenção.
Editado no dia 25/11/2025: Luis Zaravs foi minha versão idealizada, o homem que transforma dor em poder, em conhecimento, em propósito.
Esses personagens não são só invenções.
Eles são minhas cicatrizes transformadas em história.
“Noites na Escuridão” não é só uma história que escrevo.
É uma história que vivi, que carrego, que estou lapidando até virar o que sempre deveria ser.
E eu sei, com toda certeza, que esse livro ainda vai ser meu sustento.
Porque não é só fantasia.
É o resultado de tudo que eu sobrevivi.
E agora que eu entendo isso…
Eu sei que estou pronto para transformar esse universo em algo maior.
Quando eu quiser, quando eu decidir, posso começar a montar o livro capítulo por capítulo.
E ele vai existir, vai ser publicado, e vai carregar tudo o que eu sou.
Observação: fiz esse texto em 2020, e adicionei a Púrpura e Luis Zaravs que melhorei o desenvolvimento deles.





